Nós, homens, temos
dificuldades para demonstrar amor para nossa querida e amada esposa, ou namorada,
até para parentes e amigos.
Vamos fazer uma relação ou dar
outros nomes para avaliarmos como estamos amando.
Amar é outro nome para
acolher, admirar, agradar, acompanhar, aliviar, agradecer, aproximar, beijar, cativar,
compreender, confiar, conviver, cuidar, cumprimentar, elogiar, envolver-se, gentileza,
gratidão, fidelidade, proximidade, respeito, gestos de carinho e ternura, dar
atenção, prestar atenção, ... tocar ...
O contato, o acolhimento, o colo nos dá segurança e a gostosa serenidade.
O contato, o acolhimento, o aconchego gostoso afasta de nós a ansiedade e nos mantém no agora que eterniza momentos de total harmonia com o universo.
O contato, o acolhimento, o colo nos dá segurança e a gostosa serenidade.
O contato, o acolhimento, o aconchego gostoso afasta de nós a ansiedade e nos mantém no agora que eterniza momentos de total harmonia com o universo.
Nós, e muita gente ainda,
tende a pensar em contatos físicos em termos de sexo ou combate, ambos eriçados
de tabus culturais e psicológicos.
Quantos desaprovam ou sentem resistências ao toque, ao contato.
Quantos desaprovam ou sentem resistências ao toque, ao contato.
Reconhecemos que aqueles que
criaram estas barreiras invisíveis perderam ou perdem algo importante: aquilo
que o contato representa como encorajamento, ternura, apoio, acolhimento,
aceitação, identificação, empatia ...
Como é difícil admitir,
reconhecer e perceber em muitas pessoas, o aspecto crucial das relações humanas
à distancia.
Nós, humanos, somos
dolorosamente inibidos quanto a tocar e a ser tocado.
Como é fácil, gostoso,
gratificante e belo o contato humano carregado de emoções nobres.
Os gestos de amor, carinho,
ternura, suavidade são gestos humanos comovedores e compensadores, promotores
da alavancagem em direção às experiências de aperfeiçoamento e plenitude.
Quando as palavras falham ou
sobram, nós nos comunicamos fisicamente. Temos um corpo material para tocar e
deixar-se tocar. É pelo contato que emitimos ou recebemos energias.
Um toque, um aperto de mão, um
ou vários tapinhas nas costas é carinho, reconhecimento, afeição; é
demonstração de apreço, de amizade, acolhimento, aceitação. É muito melhor que
ingerir vitaminas ou chocolates, ou pudim de leite.
Os psicólogos advertem que,
depois da infância, as palavras tomam o lugar dos contatos.
A distância toma o lugar da
proximidade.
Às vezes é preciso até gritar para se fazer ouvir, de tão longe que estamos uns dos outros.
Às vezes é preciso até gritar para se fazer ouvir, de tão longe que estamos uns dos outros.
Logo que as crianças aprendem
a andar, o contato passa a ser mais com o cuidado da proteção do que para
brincar com elas e demonstrar-lhes afeição.
Puxa vida, agora vejo porque
somos tão vazios e pobres na hora de demonstrar amor. Transformamo-nos em
adultos, promovidos para palavreadores.
Perdemos na infância, a essência,
o espírito de infância, a originalidade, a inocência transparente.
Hoje estamos aí, carentes,
incompletos, infelizes, meio mal-acabados, porque nos falta toques que reativem
nossa sensibilidade, ativem nossas emoções, coloquem fogo em nossas paixões.
Aprendemos a ser profissionais
e desaprendemos como ‘ser humano’ integral.
O que vemos? Até os casais
mais unidos não se dão conta desta fonte inesgotável de forças e motivações.
Raramente se dão as mãos, quer em ocasiões de tristeza e ansiedade, quer em momentos
de paz e prazer.
Com muitos casais, após várias celebrações de aniversário de casamento, até os beijos experimentam inflações.
Com muitos casais, após várias celebrações de aniversário de casamento, até os beijos experimentam inflações.
Gostamos de ver os casais namorados
andarem de mãos dadas. Não e só bonito, mas esta é a forma de manter a chama do
amor viva, energias vibrando, inspirações florescendo em ambos, despertando
para a poesia e sonhos de realização.
Ei menina-mulher,
vamos tentar juntos,
dissolver esta tensão
que nos envolve e nos prejudica.
Deixe-me tocar-te com amor.
Deixe-me aproximar
e dar um beijinho na sua testa.
Deixe-me tocar-te
com a ponta do meu dedo
na pontinha do teu nariz.
Deixe-me admirar-te,
para que eu possa revelar
o valor que tu tens para mim.
Por favor,
não fuja ao abraço que conforta.
Deixe-me colocar meu braço
em volta dos teus ombros.
Deixe-me tentar
ser aquele
que você quer que eu seja.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com