quarta-feira, 29 de junho de 2016

Ninguém será completo sem uma família completa. 28


 
Por família entenda-se uma mulher, um homem, e um ou uns filhos. 

 

Os parentes mais próximos também fazem parte da família. Alegram-se ou entristecem-se. Vibram com as vitórias e sofrem com os sofrimentos dos filhos, filhas, genros ou noras.

 

Você, mulher, sozinha, é incompleta.

Você, homem, sozinho, é incompleto.

 

Uma família é composta por duas, três ou mais pessoas.

 

Uma família iniciada jamais deverá ser desfeita, porque se for, alguém crescerá imperfeitamente.

 

Alguém que veio de uma família imperfeita sonha com uma família perfeita.

 

Alguém que veio de uma família perfeita não deve, jamais, repetir erros de famílias desfeitas.

 

Não importa se a família é oficial, casada na Igreja, documentada em cartórios.

 

Família é natural. É a vida de duas ou mais pessoas juntas, independente de registros ou documentos.

 

Família é a base da sociedade. É a maneira natural dos humanos crescerem e viverem em clima de felicidade, de harmonia, de convivência alegre, clima ideal para o equilíbrio e desenvolvimento da personalidade dos filhos.

 

O mundo externo, algumas pessoas que não fazem parte da família, podem influenciar a solidez e a permanência da família, por ser infeliz ou por não ter tido a felicidade de ter uma família completa. Por vingança inconsciente, pode interferir no desmoronamento da família.

 

Não permita que o teu egoísmo, teu individualismo tome rumos diferentes da natureza do ser humano: viver em família.

 

Não permita que o teu egocentrismo escolha, por conforto, por comodismo, por interferência de terceiros, por pressões da sociedade, por pressões de pessoas desequilibradas e desajustadas socialmente, te influenciem.

 

Tome por exemplo os seus pais, se o casamento deles perdura até hoje.

 

Não se espelhe nos exemplos de outros membros da tua grande família, caracterizada pelo sobrenome, que tiveram a infelicidade de romperem alianças, romperem compromissos pessoais e sociais.

 

Se quiser, analise a situação e condição de vida de pessoas próximas, separadas e avalie como está a estrutura desta família ou como estão os filhos destes casais. Não há unidade. Não há alegria viva quando acontecem encontros festivos. Há sim, frustrações, sofrimentos. Sentem-se partidos por dentro, infelizes, com sorrisos falsos em seus rostos. Não há brilho no olhar ...

 

Não há alegria completa fora da estrutura familiar.

 

Mesmo que um dos dois tenha cometido atos de infidelidades, sem analisar as razões que possam justificar ou não tais rompimentos de fidelidade, seja quem for, merece ser perdoado.

 

Este processo de perdão pode ser lento e doloroso, mas deve ser enfrentado com dignidade, com determinação, com o objetivo de ajudar a recuperar a integridade.

 

Só o perdão traduzido em atitudes de entrega, de não julgamento, de não rejeição poderá reatar, refazer a unidade da família.

 

Veja os exemplos dos casamentos que perduram. Procure dialogar com seus pais, tios, primos, parentes e amigos próximos, como eles tem superado as constantes dificuldades e ainda continuam juntos, cada vez mais fortes, mais auxiliares um do outro do que críticos.

 

Não são defeitos que devemos procurar nos outros, mas juntos, devemos procurar superar e aperfeiçoar as atitudes de VIDA A DOIS. Não são dois egoísmos a serem cultivados. São duas vidas que devem ser construídas numa única vida.

 

Quando acontece ou quando se define, se escolhe viver juntos, não são mais princípios egoísticos que devem prevalecer. Não é mais o que eu gosto de fazer que deve ser buscado, mais sim, o que nós precisamos pensar, buscar e fazer para vivermos bem, como sócios, na construção e manutenção da nossa família.

 

É muito fácil destruir uma família. Amargas são as consequências para todos os membros da família, principalmente para os filhos, os mais vulneráveis.

 

Filhos de famílias desestruturadas tenderão, mais tarde, a trilhar os mesmos caminhos dos pais separados, a não ser que alguém tome consciência e decida mudar os rumos da história, fazendo o heroico esforço de manter a todo custo, a base familiar, condição de normalidade para o ser humano crescer equilibrado, respeitando e cultivando os valores da unidade, da harmonia e da paz.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

30/06/2016


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terça-feira, 7 de junho de 2016

Aula prática para Diálogo Conjugal. 27


 
 
Olá, casal, bom dia.

 

Hoje estaremos fazendo o papel de professores.

 

Então, bom dia, queridos alunos, matriculados na escola do casamento e no aperfeiçoamento da vida conjugal.  

 

Estamos enviando um material para uma aula prática.

 

Este material é para ser estudado e conversado a dois.
 
 Vocês farão este trabalho em dupla.

 

 Não haverá nota.

 

O exercício é apenas para vocês se avaliarem e definirem uma regra de vida a ser trabalhada pelo casal, a fim de afinarem seus comportamentos e aperfeiçoarem a arte da convivência do casal.

 

Segue abaixo o material a ser trabalhado.

 

Um grande abraço fraterno.

 

Dinâmica para um Diálogo Conjugal-1

Um dos dois cônjuges toma a iniciativa para marcar e fazer acontecer o Diálogo Conjugal. Ou faz um sorteio. No próximo mês, o outro ficará com a responsabilidade de preparar e fazer acontecer outro encontro. Sugiro que seja na data que corresponda ao dia do casamento.

Antecipadamente, marque o dia, a hora e o local. Se foi agendado para acontecer em casa, crie um ambiente místico, com um CD de músicas orquestradas, lentas ou românticas.

1 – Texto Bíblico. Se você tem Bíblia em casa, sugerimos para esta ocasião, o Evangelho segundo São Mateus 11,25-30. Leiam duas vezes, lentamente, e comentem algumas passagens que lhes tocarem a sensibilidade.

2 - Comecem com esta oração:

“Senhor, que estais presente, aqui junto conosco neste momento, faz com que compartilhemos a vida como verdadeiro casal, esposo e esposa.

Que saibamos dar um ao outro o que temos de melhor em nós, no corpo e no espírito.

Que nos aceitemos e nos amemos como somos com as riquezas e limitações que temos.

Que estejamos dispostos a encontrar no outro a melhor companhia.

Que cresçamos juntos, sendo caminho, um para o outro.

Que saibamos carregar o fardo, um do outro, encorajando-nos a crescer sempre no mútuo amor.

Que sejamos tudo um para o outro: os nossos melhores pensamentos, as nossas melhores disposições e ações, o nosso melhor tempo e as nossas melhores atenções.

Senhor, o amor que vivemos seja a grande experiência do Vosso amor.

Que cresça em nós, continuamente, a mútua atração e admiração, a ponto de nos tornarmos um só, no pensar, no agir e no conviver.

Para que isto aconteça, estejas Tu entre nós, assim seja.

3 - Ler e comentar, uma por uma, as considerações:

- Considerando que o Cristão deve “ousar o Evangelho”; o casal cristão deve praticar o Evangelho, principalmente com o seu Cônjuge.

- Considerando que, se nós somos “contagiados pelo amor do Jesus Cristo”; o casal está sempre pronto e carregado deste amor e desta motivação para ‘contaminar’ o seu cônjuge.

- Considerando que nossa regra de vida contínua, de cristão deve ser “acolher e cuidar do próximo”: tanto mais o casal cristão deve estar sempre pronto e disponível a exagerar com o seu cônjuge esta prática.

- Considerando que a alegria do Jesus Cristo se expressa no cristão como o selo das boas virtudes; o casal cristão demonstra esta alegria e as boas virtudes, no momento do Diálogo Conjugal.  

- Considerando as sugestão acima, façam acontecer o Diálogo Conjugal dialogando também, sobre a questão proposta:

4 - “Como estamos vivendo a personalidade do Jesus, manso, humilde e misericordioso, no nosso Diálogo Conjugal, e no nosso dia-a-dia”?
 

Eneas Paulo Budel Bogucheski
atualizado em 07/06/2016.
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sábado, 4 de junho de 2016

Com esforço, evolução. Sem esforços, ruínas e lamentações. 26


Não queremos ser profetas de más notícias,
mas queremos nos antecipar
a uma possível crise
que pode abater-se
em qualquer ser humano
ou casal.

A característica da permanência
dentro do campo da vida
é a luta contra as exigências
ou a aceitação das exigências,
como fator de fortalecimento
e superação das dificuldades.

Viver e desenvolver plenamente
a dimensão humana ou pessoal
implica no esforço diário
por parte de cada um de nós.

Alguém que queira crescer
deverá abdicar
muitas vezes de sua própria vontade,
refreando (exercendo domínio) impulsos
e decisões precipitadas,
a fim de priorizarem
a paz e a harmonia.

Para que a pessoa humana
consiga crescer humana e espiritualmente,
só há um caminho: esforçar-se.

Estamos no meio do mundo,
respirando um tipo de cultura.

A cultura reinante,
na sociedade
na qual estamos envolvidos,
é de conforto,
de fuga
ou escape
de tudo que exige sacrifícios.

Esta cultura é caracterizada
pela ‘lei do menor esforço’
e conduz à acomodação.

É também caracterizada
por ser individualista e egoísta.

O único caminho
para o crescimento,
para a evolução,
para o aperfeiçoamento
das nossas potencialidades
é através do esforço.

Supõe atos de sacrifício;
exige-se derrotar atitudes egoístas;
exige-se enterrar
as atitudes do ‘homem velho’,
e a lutar todo dia, toda hora,
no sentido de fazer desabrochar
o ‘homem novo”.

Essa aventura é difícil,
muito difícil e exigente.

Mas não há outro meio.

Não existe varinha mágica.

Não existe milagre
neste empreendimento.

A pobreza e a falência da nossa vida
pode estar na acomodação,
na desistência de lutar
pelos ideais projetados
e sonhados.

Se não lutarmos,
se não nos esforçarmos,
seremos sufocados e derrotados
pela rotina.

A rotina
tem o poder de acomodar,
de tirar o sabor
e o entusiasmo da vida.

        Parece-me sumamente importante a colocação de princípios fundamentados no esforço, como uma das únicas ferramentas disponíveis no mercado que pode favorecer ainda o crescimento, a evolução e o aperfeiçoamento das nossas potencialidades.

Desistir de qualquer esforço
é arquitetar a própria ruína
e a aceitar a falência pessoal.

Não há como superar dificuldades
sem a aplicação de princípios básicos,
firmes, da Lei do Esforço.

        Porque sentimos dificuldades para fazer os esforços?

           Por desconhecer os princípios benéficos desta ferramenta.

      Por não termos lido o ‘Manual da vida’, a biografia dos empreendedores, cientistas, exploradores, vencedores. 
           Outra razão é porque não nos atualizamos.

É verdade.

A atualização é a carona que pegamos para continuar indo em frente.

Não atualizar-se, principalmente no campo das novas ciências e descobertas, é escolher a anemia e morrer lentamente.

         Estaremos nos atualizando quando nos conhecemos um pouco melhor.

E há tanto para conhecer sobre si mesmo.

Por exemplo, o que vai ser de você depois da tua morte?

Para onde vai o teu espírito?

Ele saberá onde ir?

Na base de qualquer espiritualidade está a necessidade do desenvolvimento da personalidade.

           E a última razão é porque não queremos verdadeiramente, ou porque somos naturalmente acomodados e aceitamos esta lei, sem opor qualquer resistência. Sem fazer qualquer avaliação. Sem fazer qualquer planejamento. 


Veja como é o nosso comportamento:

1)   buscamos inconscientemente o conforto,
e nos entregamos. Aqui, fracassamos.

2) Buscamos conscientemente
acordar a consciência, e despertamos.
Agora sim, buscamos a vitória.


O inconsciente tem força que é preciso conhece-las, para aproveitar delas. 

                Esta é uma lei básica do ser humano: procuramos naturalmente a acomodação.

       Desconhecer os efeitos desta acomodação é que é prejudicial, pois que, sem o despertar da consciência, aceitamos esta lei, sem reagir.

               Parece-nos que ainda não percebemos que é necessário elaborar a ciência do esforço, para conhecer e administrar estas forças contrárias, que nos acomodam, e que exercem uma posição de comando, de tirania, na vida de cada um de nós.

        Forças negativas impedem o nosso crescimento.

     Existem forças dentro de nós que trabalham contra nós mesmos.

    Estas forças dificultam a superação das dificuldades e dificultam o desabrochar e o aperfeiçoamento das nossas potencialidades.

São tendências, instintos, inclinações fortes que moram dentro do jardim da nossa casa.

            É a erva daninha.

          Se soubermos administrar estas forças, estas tendências, canalizando-as, elas se tornarão o adubo que fortalecerá as raízes da construção da casa ideal, da pessoa, e do casal.

          Não me digam que é fruto da nossa condição humana, que é da nossa própria natureza.

Concordo. É sim.

Mas a natureza precisa ser aperfeiçoada, embelezada, direcionada, domada.


É possível usar a energia dos rios para construção de hidrelétricas.

É possível transformar um matagal em jardim.

        Não racionalizem e não justifiquem a falta de aplicação, falta de método, falta de determinação.

              Não somos melhores porque não queremos.

      O atleta sabe que precisa treinar exaustivamente, se quiser ganhar medalhas.

                O atleta sabe que quanto mais treinamento, mais e melhores resultados.

                        A lei do menor esforço gera atrofia, ferrugem, endurecimento, acomodação, anemia.

          A lei do maior esforço gera mais dinamismo, mais vida, mais saúde, mais entusiasmo, mais ação, maiores e melhores resultados.

        São os mesmos resultados do movimento.

 Quanto mais movimento, mais agilidade;

E quanto menos movimento, mais dificuldades para movimentar-se.

       Quem quer passar no vestibular, estuda ... e como.

Quem quer concorrer a uma vaga em algum concurso público, se impõe regras, horários, disciplina, e obedece coerentemente.

             Os filósofos criaram a lei:

“É com princípios superiores que se governam e se administram reinos e instintos inferiores e situações ou condições inferiores”.   

            É uma Lei que pode ser aplicada em qualquer campo do agir humano, também no casamento, no matrimônio, nas equipes, nos times, nas seleções, e na nossa própria vida individual ou de casal.

                É com a racionalidade que conseguimos domar e administrar as nossas tendências, inclinações ao egoísmo, tendências ao comodismo e à inércia.

            A lei da evolução chegou até o ser humano dotando-o de racionalidade, consciência, liberdade e espiritualidade.

         Evoluímos até nos tornarmos homem e mulher.

       A evolução está em andamento: é o processo que consiste em evoluir de homem e mulher para pessoa humana.

       Isto supõe escolher os meios de aperfeiçoamento e aplicá-los.

           Esta pedagogia levará a evoluir finalmente, de pessoa humana, despertando a consciência de que somos filhos e herdeiros dos céus, para cidadãos dos céus. 

           A evolução caminha na terra e termina no céu.

              O Jesus Cristo avisou: “...  apertado é o caminho que conduz à vida ...”.

              A Lei da evolução serve de referência e alerta: O conforto e o comodismo levarão à atrofia, e até mesmo à extinção do indivíduo da espécie ou da vida do casal.

               O esforço, e só o esforço, leva a evolução em direção das transformações necessárias ao caminho das conquistas dos níveis superiores.

           O esforço é comandado pelo pensamento, pelo espírito, planejamento, estratégias, organização em vista de maior grau de unidade mesmo que seja acumulada de maior complexidade. 

             Chegamos ao momento de evoluir mais um pouco: leia o livro "O Despertar de uma nova consciência", do escritor Eckhart Tolle, da Editora Sextante, referindo-se ao despertar da consciência. 


Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 04/06/2016.
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sexta-feira, 3 de junho de 2016

A dinâmica das diferenças entre o masculino e o feminino. 25



Constatamos que somos diferentes, como homem e como mulher, com cargas femininas e masculinas e não sabemos administrar bem, estas diferenças.

 

Haveremos de conquistar estes conhecimentos para não causarmos danos ao nosso relacionamento afetivo, amoroso, e também como pessoas humanas. 

 

O egoísmo ataca nossas fraquezas justamente pelas portas do que há de diferente entre cada um de nós.

 

Parece-nos que é mais uma ciência a ser elaborada e estudada.

 

Conhecer, entender, pesquisar, analisar e administrar o egoísmo é uma das mais importantes tarefas para a pessoa humana na construção da sua personalidade e na construção do mundo harmonioso, pacífico e em condições de evoluir.

 

Em qualquer conflito que nasce, o egoísmo está presente na infraestrutura do acontecimento.

 

Esta dificuldade está na nossa própria personalidade de homem ou de mulher. 

 

Para conhecer e administrar bem a dimensão do ego, sugiro a leitura do livro "O Despertar de uma nova consciência" do escritor Eckhart Tolle, Editora Sextante.

 

Cada um de nós possui um jeitão de ser.

 

Portanto, as diferenças, junto com o egoísmo, tornam-se fortes.

 

Provocam e desafiam o ser humano a administrar as relações humanas com o domínio que só a educação, principalmente a educação da consciência pode proporcionar.

 

Da capacidade em administrar estas  forças estará o fracasso ou o sucesso da vida fraterna.  

 

Existe até um sub ramo da psicologia que se chama Psicologia Diferencial.

 

Convém conhecer um pouco, ou melhor, bastantão sobre esta ciência para que os conflitos deixem de existir, não tenham possibilidade de nascer ou então, para que sejam canalizadas rapidamente.

 

O homem com seu jeitão mais masculino, durão, racionalista, machista, genérico, dá a impressão de estar indiferente ao que está acontecendo.

 

A mulher acha que o homem é incapaz de demonstrar emoções e sentimentos, incapaz de aprender a amar como a mulher espera e merece ser amada.

 

         A mulher com seu jeitinho especial de ser mais feminina, delicada, afetiva, carinhosa, é olhada pelo homem como a especialista na arte de amar e demonstrar o amor.

 

Pela própria constituição feminina, a mulher possui a lei do amor encarnada na própria estrutura corporal, afetiva, moral e espiritual.

 

Para ela, amar, é a maneira natural de ser e existir.

 

O homem, pelo contrário, precisa tomar consciência de que precisa aprender a amar e a demonstrar amor, caso queira e deseje continuar sendo amado como a mulher/esposa ou namorada, ou mãe.

 

A mulher quer e deseja viver num clima, numa atmosfera, num ambiente de amor.

 

A psicologia diferencial demonstra o quanto somos diferentes um do outro.

 

Hoje, é condição de sucesso ou fracasso de muitos casamentos, o conhecimento ou desconhecimento destas diferenças que precisam ser conhecidas, domadas, direcionadas e algumas, incentivadas.  

 

Para a mulher é natural amar.

 

Para o homem existe todo um processo e um projeto de aprendizado. Para o homem é exigido o esforço para aperfeiçoar esta arte. Para a mulher não tanto.

 

Os vencedores serão aqueles que se esforçarem por adquirir e aperfeiçoar os dons que as mulheres esperam e até sonham.

 

As mulheres necessitam que seus maridos ou namorados consigam desenvolver e aperfeiçoar a arte de demonstrar amor, afeto, ternura, carinho, assistência, segurança e domínio de si. Esta é justamente a metade que lhes falta, por isso depositam esta confiança e investem charme nesta conquista.

 

Percebam que existem diferenças entre o modo de ser masculino e o modo de ser feminino, mais sofisticado, mais desenvolvido que o masculino.

 

Muitas vezes podemos interpretar as atitudes de um ou de outro, jogando a culpa nas atitudes egoístas de cada um.

 

Convém perceber que nem sempre é o egoísmo o culpado, quando o conflito nasce ou existe entre o homem e a mulher. 

 

No campo da Antropologia existe uma Lei que pode ser aplicada na vida de cada um e até na vida a dois, no casamento: é a Lei do crescimento ou Lei da Evolução.

 

Havendo esforço, planejamento e treinamento, haverá crescimento, haverá evolução.

 

Do ponto filosófico existe uma Lei que pode ser aplicada na vida pessoal e também na vida a dois, no casamento. Assim se expressa: é com princípios superiores que se governam e administram situações ou reinos inferiores.

 

Consideramos a pessoa humana, homem e mulher, seres superiores dentro do vasto campo da natureza. 

 

Somos os animais, animais especiais, promovidos para animais racionais.

 

É com a racionalidade que conseguimos domar e administrar as nossas tendências, inclinações ao egoísmo, ao comodismo, à acomodação, à inércia. Os instintos estão classificados dentro da animalidade bruta.

 

      Queremos enxertar neste princípio a comparação ou o desenvolvimento da experiência do motorista que está dentro de um carro.

 

O carro é o casamento. Um carro em ponto-morto, anda bem na descida. Porém, para que o carro vá para onde queremos que ele vá, é necessário colocar as mãos no volante e, além disso, engatar uma marcha, pois que a conquista de virtudes ou de valores ou de qualidades humanas e divinas, são comparados com uma subida.

 

Só para subir é que se exige esforço. 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

Atualizado em 03/05/2016.

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