segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Um toque ... de amor. 15


Nós, homens, temos dificuldades para demonstrar amor para nossa querida e amada esposa, ou namorada, até para parentes e amigos.

Vamos fazer uma relação ou dar outros nomes para avaliarmos como estamos amando.

Amar é outro nome para acolher, admirar, agradar, acompanhar, aliviar, agradecer, aproximar, beijar, cativar, compreender, confiar, conviver, cuidar, cumprimentar, elogiar, envolver-se, gentileza, gratidão, fidelidade, proximidade, respeito, gestos de carinho e ternura, dar atenção, prestar atenção, ... tocar ...

O contato, o acolhimento, o colo nos dá segurança e a gostosa serenidade. 

O contato, o acolhimento, o aconchego gostoso afasta de nós a ansiedade e nos mantém no agora que eterniza momentos de total harmonia com o universo. 

Nós, e muita gente ainda, tende a pensar em contatos físicos em termos de sexo ou combate, ambos eriçados de tabus culturais e psicológicos. 

Quantos desaprovam ou sentem resistências ao toque, ao contato.

Reconhecemos que aqueles que criaram estas barreiras invisíveis perderam ou perdem algo importante: aquilo que o contato representa como encorajamento, ternura, apoio, acolhimento, aceitação, identificação, empatia ...

Como é difícil admitir, reconhecer e perceber em muitas pessoas, o aspecto crucial das relações humanas à distancia.

Nós, humanos, somos dolorosamente inibidos quanto a tocar e a ser tocado.

Como é fácil, gostoso, gratificante e belo o contato humano carregado de emoções nobres.

Os gestos de amor, carinho, ternura, suavidade são gestos humanos comovedores e compensadores, promotores da alavancagem em direção às experiências de aperfeiçoamento e plenitude.

Quando as palavras falham ou sobram, nós nos comunicamos fisicamente. Temos um corpo material para tocar e deixar-se tocar. É pelo contato que emitimos ou recebemos energias.


Um toque, um aperto de mão, um ou vários tapinhas nas costas é carinho, reconhecimento, afeição; é demonstração de apreço, de amizade, acolhimento, aceitação. É muito melhor que ingerir vitaminas ou chocolates, ou pudim de leite.

Os psicólogos advertem que, depois da infância, as palavras tomam o lugar dos contatos.

A distância toma o lugar da proximidade. 

Às vezes é preciso até gritar para se fazer ouvir, de tão longe que estamos uns dos outros.

Logo que as crianças aprendem a andar, o contato passa a ser mais com o cuidado da proteção do que para brincar com elas e demonstrar-lhes afeição.

Puxa vida, agora vejo porque somos tão vazios e pobres na hora de demonstrar amor. Transformamo-nos em adultos, promovidos para palavreadores.

Perdemos na infância, a essência, o espírito de infância, a originalidade, a inocência transparente.  

Hoje estamos aí, carentes, incompletos, infelizes, meio mal-acabados, porque nos falta toques que reativem nossa sensibilidade, ativem nossas emoções, coloquem fogo em nossas paixões.  

Aprendemos a ser profissionais e desaprendemos como ‘ser humano’ integral.

O que vemos? Até os casais mais unidos não se dão conta desta fonte inesgotável de forças e motivações. Raramente se dão as mãos, quer em ocasiões de tristeza e ansiedade, quer em momentos de paz e prazer.

Com muitos casais, após várias celebrações de aniversário de casamento, até os beijos experimentam inflações.  

Gostamos de ver os casais namorados andarem de mãos dadas. Não e só bonito, mas esta é a forma de manter a chama do amor viva, energias vibrando, inspirações florescendo em ambos, despertando para a poesia e sonhos de realização.

Ei menina-mulher,
vamos tentar juntos,
dissolver esta tensão
que nos envolve e nos prejudica.

Deixe-me tocar-te com amor.

Deixe-me aproximar
e dar um beijinho na sua testa.

Deixe-me tocar-te
com a ponta do meu dedo
na pontinha do teu nariz.

Deixe-me admirar-te,
para que eu possa revelar
o valor que tu tens para mim.

Por favor,
não fuja ao abraço que conforta.

Deixe-me colocar meu braço
em volta dos teus ombros.

Deixe-me tentar
ser aquele
que você quer que eu seja.


Eneas Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Sonho meu, sonho teu. 14


Não, não sei o porque,
só sei que de repente,
você apareceu,
em minha mente ...
e persistiu.

Eu não quis afastar-te.
Eu quis teimar.
Teimei e continuei
pensando em você.

Eu não forcei uma situação
que eu não queria.
Quando você apareceu, gostei.
Gostei porque tua presença, mesmo que virtual,
Me faz bem e satisfaz minhas aspirações.

Naturalmente, espontaneamente
brotou em mim a inspiração.
E eu não quis deixar ao léu
o que você merece ouvir.
Você não pode ouvir,
mas pode ler e, lendo-me,
você criará em sua imaginação
a minha imagem,
falando-te de ti.

Você é uma personagem
que entrou no cenário da minha vida.
E mudou tudo.

Se você soubesse a influência que exerces sobre mim;
Se você soubesse a importância que dou ao teu existir;
Se você soubesse o interesse que despertas em mim;
Se você soubesse o que se passa em minha imaginação
quando sonho contigo;
Se você soubesse o cavalheiro que sou e o respeito que tenho
quando penso ou sonho com você;
Se você conhecesse o cenário dos meus sonhos
e como você se apresenta linda, maravilhosa e divina,
competindo com as mais belas artes.

Ah! Se você pudesse penetrar em minha imaginação
e sonhar os sonhos meus.

Ah! Se nós dois tivéssemos os mesmos sonhos.

Melhor, muito melhor seria, se nós pudéssemos
tornar realidade o que nós sonhamos.

Sim, maravilhoso seria, como seria realizador,
como seria real se os nossos sonhos
tivessem origem na realidade.

Quando eu penso em você, quando sonho contigo,
quando teimo em criar algo pensando em você,
é você a fonte da minha criatividade;
é você a inspiração dos meus devaneios.
Minha imaginação viaja na maionese
que você faz para nossa refeição.

E você é real. Você existe.

Você se impõe mansamente em minha vida;
Você é um valor imenso, maior do que todo o conteúdo
que as palavras produzem, por isso, és um mistério
que abre a caixa das minhas interrogações.

Você é algo gritante de algo infinito
que se esconde dentro da vida.
Desperta em mim um sentimento puro,
e duradouro como o eterno.
Você é um chamado,
um aceno que convida, que acolhe.

És uma promessa que não se cumpre totalmente,
ficando sempre algo que promete, sacia,
mas não sacia plenamente.

És amostra de plenitude.
És uma atração, como o imã, sempre atraindo,
sem gastar-se.

Tu és um Sacramento, um sinal,
um convite à imortalidade.

Ensina-me a amar, para que amando,
eu jamais morra.

Tu és para mim uma força suave,
que tira-me de dentro de mim mesmo,
abrindo as janelas da minha sensibilidade,
com tendências ao atrofiamento.

Livra-me de mim mesmo, livra-me do que me reduz,
despertando o que de galenteador e escondido está,
e que de repente me transforma num amante,
naquele tipo de amante que você tem sonhado e esperado.

Antes de te conhecer,
a indiferença era minha namorada.
Agora que te conheço e contigo convivo,
Sou eu. Digo-te: Eu sou. Agora eu sou.

Você rasgou o pano da rotina,
abrindo um novo cenário em minha vida.

Tudo agora fala de você.
Tudo agora é fonte de contentamento e alegria.

Nada sabia do amor.
Não sabia porque estava morto.

Você despertou em mim o amor
através do qual o Deus Pai criou tudo o que existe,
criou as pessoas, criou as mulheres, criou você,
que ressuscitou a mim.

Eis, mulheres, a função de vocês dentro do mundo.
Despertar nos homens as forças poderosas e realizadoras do amor.

Ensinem os homens a amar.

Despertem os homens para o amor.

Mostrem a eles a força invisível e invencível, misteriosa, milagrosa
e realizadora.

Amando, os homens reconhecerão os dons da paternidade, do companheirismo e sonharão com o céu, e chegarão até o Deus Criador, porque Deus é amor.  

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com