Constatamos que
somos diferentes, como homem e como mulher, com cargas femininas e masculinas e
não sabemos administrar bem, estas diferenças.
Haveremos de
conquistar estes conhecimentos para não causarmos danos ao nosso relacionamento
afetivo, amoroso, e também como pessoas humanas.
O egoísmo ataca
nossas fraquezas justamente pelas portas do que há de diferente entre cada um
de nós.
Parece-nos que é
mais uma ciência a ser elaborada e estudada.
Conhecer,
entender, pesquisar, analisar e administrar o egoísmo é uma das mais
importantes tarefas para a pessoa humana na construção da sua personalidade e
na construção do mundo harmonioso, pacífico e em condições de evoluir.
Em qualquer
conflito que nasce, o egoísmo está presente na infraestrutura do acontecimento.
Esta dificuldade
está na nossa própria personalidade de homem ou de mulher.
Para conhecer e
administrar bem a dimensão do ego, sugiro a leitura do livro "O
Despertar de uma nova consciência" do escritor Eckhart Tolle, Editora
Sextante.
Cada um de nós
possui um jeitão de ser.
Portanto, as
diferenças, junto com o egoísmo, tornam-se fortes.
Provocam e
desafiam o ser humano a administrar as relações humanas com o domínio que só a
educação, principalmente a educação da consciência pode proporcionar.
Da capacidade em
administrar estas forças estará o fracasso ou o sucesso da vida fraterna.
Existe até um sub
ramo da psicologia que se chama Psicologia Diferencial.
Convém conhecer um
pouco, ou melhor, bastantão sobre esta ciência para que os conflitos deixem de
existir, não tenham possibilidade de nascer ou então, para que sejam
canalizadas rapidamente.
O homem com seu jeitão
mais masculino, durão, racionalista, machista, genérico, dá a impressão de
estar indiferente ao que está acontecendo.
A mulher acha que
o homem é incapaz de demonstrar emoções e sentimentos, incapaz de aprender a
amar como a mulher espera e merece ser amada.
A
mulher com seu jeitinho especial de ser mais feminina, delicada, afetiva,
carinhosa, é olhada pelo homem como a especialista na arte de amar e demonstrar
o amor.
Pela própria
constituição feminina, a mulher possui a lei do amor encarnada na própria
estrutura corporal, afetiva, moral e espiritual.
Para ela, amar, é
a maneira natural de ser e existir.
O homem, pelo
contrário, precisa tomar consciência de que precisa aprender a amar e a
demonstrar amor, caso queira e deseje continuar sendo amado como a
mulher/esposa ou namorada, ou mãe.
A mulher quer e
deseja viver num clima, numa atmosfera, num ambiente de amor.
A psicologia
diferencial demonstra o quanto somos diferentes um do outro.
Hoje, é condição
de sucesso ou fracasso de muitos casamentos, o conhecimento ou desconhecimento
destas diferenças que precisam ser conhecidas, domadas, direcionadas e algumas,
incentivadas.
Para a mulher é
natural amar.
Para o homem
existe todo um processo e um projeto de aprendizado. Para o homem é exigido o
esforço para aperfeiçoar esta arte. Para a mulher não tanto.
Os vencedores
serão aqueles que se esforçarem por adquirir e aperfeiçoar os dons que as
mulheres esperam e até sonham.
As mulheres
necessitam que seus maridos ou namorados consigam desenvolver e aperfeiçoar a
arte de demonstrar amor, afeto, ternura, carinho, assistência, segurança e
domínio de si. Esta é justamente a metade que lhes falta, por isso depositam
esta confiança e investem charme nesta conquista.
Percebam que existem
diferenças entre o modo de ser masculino e o modo de ser feminino, mais
sofisticado, mais desenvolvido que o masculino.
Muitas vezes
podemos interpretar as atitudes de um ou de outro, jogando a culpa nas atitudes
egoístas de cada um.
Convém perceber
que nem sempre é o egoísmo o culpado, quando o conflito nasce ou existe entre o
homem e a mulher.
No campo da
Antropologia existe uma Lei que pode ser aplicada na vida de cada um e até na
vida a dois, no casamento: é a Lei do crescimento ou Lei da Evolução.
Havendo esforço,
planejamento e treinamento, haverá crescimento, haverá evolução.
Do ponto
filosófico existe uma Lei que pode ser aplicada na vida pessoal e também na
vida a dois, no casamento. Assim se expressa: é com princípios superiores que
se governam e administram situações ou reinos inferiores.
Consideramos a
pessoa humana, homem e mulher, seres superiores dentro do vasto campo da
natureza.
Somos os animais,
animais especiais, promovidos para animais racionais.
É com a racionalidade
que conseguimos domar e administrar as nossas tendências, inclinações ao
egoísmo, ao comodismo, à acomodação, à inércia. Os instintos estão
classificados dentro da animalidade bruta.
Queremos enxertar
neste princípio a comparação ou o desenvolvimento da experiência do motorista
que está dentro de um carro.
O carro é o
casamento. Um carro em ponto-morto, anda bem na descida. Porém, para que o
carro vá para onde queremos que ele vá, é necessário colocar as mãos no volante
e, além disso, engatar uma marcha, pois que a conquista de virtudes ou de
valores ou de qualidades humanas e divinas, são comparados com uma subida.
Só para subir é
que se exige esforço.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com
Atualizado em 03/05/2016.
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