quinta-feira, 18 de junho de 2015

Maneiras práticas de amar e ser amado(a) 5


       Estaremos conversando sobre o amor, sobre a dinâmica do amor vivida dentro do casamento, na vida matrimonial.

       Quando nos conhecemos, encantamo-nos um pelo outro.

       É com você que quero viver esta vida. 

       Você quer casar comigo?

        Você me aceita como sou? Você me ajuda a melhorar e ser como você espera que eu seja? 

       No ideal do sacramento do matrimônio, o casamento é visto assim: nós dois pegamos um pequeno bote e rumamos para uma ilha, lá no meio do oceano. Chegando lá, queimamos o pequeno bote, isto é, destruímos o único meio de voltarmos atrás. Não tem mais volta. De agora em diante seremos apenas nós dois, para sempre.

          Nosso ideal é uma aventura, a dois.

       O sim dado um ao outro é para sempre. Tem que ser colocada uma base, uma pedra, um fundamento forte onde iniciaremos a construção do nosso lar. O sim da fidelidade.

Podem vir dificuldades, obstáculos, crises, discussões, brigas, mas tudo é parte do conteúdo do pacote. Dentro do pacote estão previstos alegrias e tristezas, saúde e doença, vitórias e fracassos. Não tem como voltar atrás, escolher outro companheiro(a).

Então, vamos ter que ir nos afinando, aperfeiçoando-nos, conhecendo as diferenças e os limites um do outro. Ajudando e aceitando ajuda. Dialogando, perguntando e respondendo.

       Assim viveremos juntos para sempre.

       Humanos que somos, carregamos nossas características pessoais, características femininas e masculinas, que nos definem como mulher ou homem. Não há como mudar a natureza feminina e masculina. Com estas duas diferenças básicas entre nós é que teremos que complementar-nos um ao outro.

       A causa principal das desistências na continuidade do caminho iniciado a dois é justamente esta: desconhecer as diferenças, ignorar as diferenças; não respeitar e não incentivar as diferenças. O amor se manifesta através de gestos e olhares de compreensão, de tolerância, de não julgamento.

       A solução para a superação deste primeiro obstáculo é a aceitação. Aceitar e não resistir. Não opor resistências. Não julgar.

       Quando aparecer o primeiro conflito, pare, olhe e perceba que é exatamente esta a razão pela qual o conflito começou: não aceitação de uma diferença entre o meu ponto de vista (egocêntrico) e a maneira como o cônjuge se comportou.

       Então, na vida a dois, escreva ou digite num papel bem grande e grude na parede da cozinha ou do quarto: ACEITAÇÃO – NÃO RESISTÊNCIA – NÃO JULGAMENTO, pedras fundamentais com as quais construiremos juntos a aventura do amor conjugal.  

        Comente comigo este texto. Entre em contato através do  e-mail eneaspb@gmail.com  

Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 18/06/2015.

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