Estaremos
conversando sobre o amor, sobre a dinâmica do amor vivida dentro do casamento,
na vida matrimonial.
Quando
nos conhecemos, encantamo-nos um pelo outro.
É com você que quero viver esta vida.
Você quer casar comigo?
Você me aceita como sou? Você me ajuda a melhorar e ser como você espera que eu seja?
No
ideal do sacramento do matrimônio, o casamento é visto assim: nós dois pegamos
um pequeno bote e rumamos para uma ilha, lá no meio do oceano. Chegando lá,
queimamos o pequeno bote, isto é, destruímos o único meio de voltarmos atrás.
Não tem mais volta. De agora em diante seremos apenas nós dois, para sempre.
Nosso ideal é uma aventura, a dois.
O
sim dado um ao outro é para sempre. Tem que ser colocada uma base, uma pedra,
um fundamento forte onde iniciaremos a construção do nosso lar. O sim da
fidelidade.
Podem vir
dificuldades, obstáculos, crises, discussões, brigas, mas tudo é parte do
conteúdo do pacote. Dentro do pacote estão previstos alegrias e tristezas, saúde
e doença, vitórias e fracassos. Não tem como voltar atrás, escolher outro
companheiro(a).
Então, vamos ter que
ir nos afinando, aperfeiçoando-nos, conhecendo as diferenças e os limites um do
outro. Ajudando e aceitando ajuda. Dialogando, perguntando e respondendo.
Assim
viveremos juntos para sempre.
Humanos
que somos, carregamos nossas características pessoais, características femininas
e masculinas, que nos definem como mulher ou homem. Não há como mudar a
natureza feminina e masculina. Com estas duas diferenças básicas entre nós é
que teremos que complementar-nos um ao outro.
A
causa principal das desistências na continuidade do caminho iniciado a dois é
justamente esta: desconhecer as diferenças, ignorar as diferenças; não
respeitar e não incentivar as diferenças. O amor se manifesta através de gestos
e olhares de compreensão, de tolerância, de não julgamento.
A
solução para a superação deste primeiro obstáculo é a aceitação. Aceitar e não
resistir. Não opor resistências. Não julgar.
Quando
aparecer o primeiro conflito, pare, olhe e perceba que é exatamente esta a
razão pela qual o conflito começou: não aceitação de uma diferença entre o meu
ponto de vista (egocêntrico) e a maneira como o cônjuge se comportou.
Então,
na vida a dois, escreva ou digite num papel bem grande e grude na parede da
cozinha ou do quarto: ACEITAÇÃO – NÃO RESISTÊNCIA – NÃO JULGAMENTO, pedras
fundamentais com as quais construiremos juntos a aventura do amor conjugal.
Comente comigo este texto. Entre em contato através do e-mail eneaspb@gmail.com
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 18/06/2015.
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