Os tempos mudaram.
A fala do Papa, dos Bispos e sacerdotes também mudaram.
As Igrejas estão cada vez mais vazias.
As família, cada vez com menos filhos, menos netos, menos parentes,
menos gente em casa.
A história também muda.
A leitura que fazemos do mundo, da sociedade atual também não
é mais aquela de cinquenta anos atrás.
O concílio Vaticano II, em 1965, no documento Lumen Gentium, referindo-se ao papel dos
pais na família, chama a família de Igreja
Doméstica.
O decreto Apostolicam Actuositatem, do Vaticano II, retoma a
ideia de que a família é uma Igreja Doméstica.
O Papa João Paulo II, na exortação apostólica Familiaris Consortio sublinhou a missão
da família cristã, como Igreja Domestica,
realçando que ela deve ser a educadora da fé e evangelizadora.
E então, a partir dos documentos elaborados pelos Bispos e
divulgado pelo Papa, todas as famílias cristãs receberam a responsabilidade de
transformar seus lares em Igreja, pequenas igrejas.
Igreja é um santuário. É um lugar sagrado, lugar de oração e
de manifestações de afeto, tolerância, carinho, ternura, compreensão, diálogo.
Tudo isso foi transferido para os lares cristãos, para a família.
Neste contexto revolucionário, cada cristão consciente poderá
transformar sua casa, se não numa igreja, pelo mais numa capela, num lugar de
encontro de vizinhos, reunindo-se semanalmente em pequenos grupos.
Em 2007, na Igreja do Bairro do Portão, em Curitiba, foi
fundado pelo vigário da época, Padre Sérgio, vários grupos de Reflexão e
oração, alguns ativos até hoje.
Na grande Igreja, nos encontros dominicais, nas missas, os cristãos
não tem oportunidade para falar, para comunicar seus problemas, suas dúvidas.
Não tem como ser ajudado na solução dos seus problemas.
Há um novo jeito de ser Igreja. Ser igreja participativa,
envolvente, fraterna, próxima, solidária, responsável, perseverante.
Acreditamos que é aí, nesta igreja próxima, íntima que mais
fácil colocamos em ação nossos dons, partilhamos as experiências da nossa vida,
temos oportunidade de conhecer cada um pelo nome, fortalecer nossos laços de
amizade e ajudar-nos, buscando juntos a sabedoria, lendo, estudando e escutando
a Palavra do nosso Paizinho e vivendo mais intensamente como irmãozinhos
afetivos.
Onde duas ou mais pessoas se reúnem em nome do Jesus Cristo,
ele prometeu “Estarei aí, no meio”.
Diferente é a participação do cristão num Grupo de Reflexão,
onde nos reunimos em nossas próprias casas, em até dez pessoas, uma vez por
semana, onde cada um tem oportunidade para partilhar a sua vida, contar seus
problemas e receber ajuda, orientações ou testemunhos de vida dos
participantes.
Nosso grupo foi batizado com o nome de Reflexos do Amor do
Jesus Cristo. Estamos nos reunindo desde maio de 2007. Começamos com seis
pessoas, hoje estamos com nove. Ninguém desistiu.
Usamos
o livro Caminhando, elaborado
anualmente pela Diocese de Curitiba.
Somos
todos vizinhos. Residimos em dois Condomínios, um ao lado do outro.
Ninguém
usa carro. Só os pés, a boa vontade, a perseverança, e a obediência aos
ensinamentos do Papa ... transformar nossas famílias em Igrejas domésticas.
Acontece
sim, conversão, mudança, preocupação pela prática, pela construção da casa
sobre a rocha.
A Fé
é importante, a esperança também, mas a caridade, o amor colocado em prática é
que produzirá a transformação da nossa vida, da vida de cada um, de cada
família, do condomínio, do bairro, da cidade e da sociedade toda.
Procure
o vigário da sua paróquia e peça para fazer parte de um Grupo de Reflexão.
Ou
então, monte uma equipe, um time, entre cinco e dez pessoas e adquira o livro
“Caminhando”, solicite a presença de alguém que já faça parte de um grupo para
ajudar a iniciar a caminhada da Igreja Doméstica de vocês.
Estou
disponível. Entre em contato, aqui em Curitiba, pelo fone 41-98854-5166 ou pelo
e-mail abaixo.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 12/12/2016
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