sexta-feira, 22 de maio de 2015

Por que necessitamos de cursos de aperfeiçoamentos? 02

      Vamos criar uma cena, um cenário, onde você é ao mesmo tempo o(a) diretor(a) da cena e o(a) personagem que está dentro da cena. 

     Comece lendo o texto abaixo e lá no final, avalie o seu desempenho dentro da peça que está sendo vivida.

       ...

       Não nascemos prontos.

De todos os animais, nós, animais racionais, só conseguimos evoluir porque temos a capacidade racional e a consciência.

       Aprender e aperfeiçoar-se continuamente é a meta para o ser humano. Além das forças instintivas relacionadas com as potencialidades dos animais, o ser humano carrega acoplado duas outras ferramentas que o tornam possível de aperfeiçoamento contínuo: a razão e o espírito, duas dimensões superiores.  

       Não podemos nos acomodar. Não podemos permanecer apenas na dimensão de base, no primeiro estágio da vida.

Acomodação. Esta é uma forte tendência humana. Buscar o conforto e a acomodação é também uma das maiores forças contrárias à evolução e aperfeiçoamento.

Então temos duas forças antagônicas dentro da nossa própria personalidade: uma quer estacionar; a outra quer crescer, evoluir, adquirir cada vez mais maior qualidade de vida.

A consciência é a faculdade superior exercendo constante avaliação, percebendo se o carro da nossa vida está estacionado ou movimentando-se.

Pois bem, no casamento esta dinâmica está constantemente em ação.

O casamento não está formalizado apenas com as cerimônias do cartório, com a cerimônia na Igreja e com a lua de mel.

O casamento começa no dia em que fizemos aliança um com o outro. A aliança que colocamos no dedo um do outro é símbolo permanente de um compromisso que vai durar a vida inteira. Compromisso feito a dois, onde os dois se esforçarão para tornar a vida dos dois, uma só vida, uma filosofia de vida, um estilo de vida escolhido e definido pelos dois. Isso é dinâmico. Exige diálogo contínuo, interação, exposição, abertura, cumplicidade. 

Entra em cena também, a fidelidade: compromisso duplo de dedicação exclusiva durante toda a vida.

Para nada estamos preparados. Não nascemos prontos.

Viver a vida ao sabor dos ventos, apenas reagindo aos convites e as sugestões das propagandas, torna-nos superficiais e afastados das exigências de crescimento.

Casar, viver a dois todos os dias, é viver juntos ou o maior tempo possível, juntos. Conviver. Convivência. A arte de conviver supõe aperfeiçoamentos.

Transformar o casamento numa obra de arte é um trabalho igual ao do escultor que pega uma pedra bruta e vai tirando o excesso, tirando lascas, pedaços, pontas, alisando, transformando a pedra bruta numa linda forma, perfeita obra de arte. Dois escultores, dois artistas envolvidos com a arte.

Toda obra de arte é fruto de trabalho diário, de esforços, de dedicação, de pesquisas. Uma estátua nasce de uma pedra bruta e se transforma num perfil humano ou na figura desejada. Começa feia, difusa e termina bonita, acabada. Diferente é a construção do casamento, que começa e jamais atinge a perfeição idealizada.

Levar o casamento para um estágio suficientemente exigente de crescimento supõe que o casal decida, juntos, ler e estudar temas relacionados à psicologia comportamental, psicologia diferencial, temas relacionados à família, educação dos filhos, espiritualidade conjugal, documentos e livros referentes ao casamento.

A vida de uma pessoa solitária é complexa. Uma vida onde duas pessoas diferentes decidem viver juntas, construir uma família, vai exigir muito, muito mais destas duas pessoas.

Viver de acordo com as marés das águas do mar ou das correntes de ventos, não nos levará ao porto seguro.  

A lei do menor esforço nunca produziu grandes vitórias. 

Sem conhecimentos sólidos os engenheiros não conseguiriam construir edifícios resistentes. 

Sem conhecimentos sólidos apropriados, a construção de uma família pode correr o risco de ser construída sobre as areias do mar. O movimento das marés rapidamente derrubam o frágil casal.

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 22/05/2015.

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